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Mitos e verdades sobre uma crise hídrica!

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A crise hídrica enfrentada atualmente tem se tornado tema de destaque em diversas discussões, principalmente no que diz respeito à necessidade de preservação dos recursos. No entanto, é fácil encontrar informações que nem sempre são verdadeiras.

Por isso separamos alguns mitos e verdades sobre o assunto para que você possa entender um pouco mais sobre a crise hídrica atual.

A seca prolongada pode provocar um êxodo urbano

A crise hídrica ocasiona, entre outras coisas, a necessidade de adequação principalmente por parte das indústrias, fato esse que já é possível perceber pela instalação de indústrias de bebidas em regiões mais afastadas dos grandes centros urbanos. No entanto, uma grande migração das cidades para o campo é algo um pouco exagerado, tendo em vista que, em outros períodos, ocorreram secas.

Se voltar a chover, a crise acaba

O simples retorno das chuvas não indica, necessariamente, o fim da crise hídrica. Isso porque o problema é muito maior do que parece, envolvendo ações humanas como o desmatamento, por exemplo. Isso significa que são necessárias uma série de ações de preservação ambiental e saneamento para resolver definitivamente o problema. Além disso, estima-se que, para que os mananciais voltem a contar com sua capacidade plena, é preciso de cerca de 5 verões chuvosos.

Os poços artesianos podem secar nas grandes cidades

Muitos locais contam com poços artesianos para o abastecimento de água. No entanto, tais reservas não são infinitas, o que significa que, sem a presença de áreas verdes e chuva, tais poços podem sim secar e ocasionar grandes problemas de desabastecimento. Em alguns locais de São Paulo, por exemplo, foi proibida a instalação de novos poços, em virtude do risco de desabastecimento.

A estiagem pode causar um apagão

Essa é uma das maiores preocupações da população quando se fala de crise hídrica, e com razão. Nossa principal fonte de energia elétrica são as usinas hidrelétricas, de forma que é fácil verificar a relação entre os baixos níveis de água e o desabastecimento energético.

Consumir água do mar é uma alternativa possível

A melhor resposta para esse fato é: “depende”, pois, apesar de existir a possibilidade de dessalinizar a água do mar, tal processo é inviável economicamente falando, pois ainda é muito mais barato despoluir os rios e lagos. No entanto, em cidades litorâneas, o investimento em tal tecnologia pode ser uma excelente alternativa para as indústrias.

A população pode precisar consumir “água de esgoto”

Apesar de ser verdade, a forma como essa informação é colocada transparece uma informação equivocada. Atualmente já existe tecnologia para despoluir a água dos esgotos, podendo torna-la até mesmo ideal para o consumo humano, o que pode sim se tornar uma solução para o futuro, desde que atrelada à diversos ensaios de laboratório que atestem a qualidade da água tratada.

A indústria e a agricultura consomem mais água que as residências

Nesses casos tudo depende do perfil da região domiciliar e das indústrias presentes no local. Em muitos locais, como a região de São Paulo abastecida pelo Alto Tietê, por exemplo, as residências chegam a corresponder a cerca de 60% de todo o consumo de água.

A produção de alimentos pode ser comprometida

A relação entre a disponibilidade de alimentos e o volume de chuvas é fácil de ser percebida, inclusive porque já temos vivido uma escassez de alguns alimentos, especialmente aqueles produzidos na região sudeste. Além disso, a carne vermelha também tem seu preço impactado pela seca, uma vez que é necessário aumentar a suplementação da do gado.

A estiagem piorou o surto de dengue

Devido à falta de chuvas, muitas pessoas acabam armazenando água em baldes, poços ou outros meios inadequados e/ou com vedação insuficiente, o que acaba por criar ambientes propícios ao desenvolvimento do mosquito da dengue. Apesar de não existir uma relação direta entre estiagem e surtos de dengue, o aumento de casos neste ano se deu principalmente por esse comportamento da população em realizar o armazenamento inadequado de água.

Doenças e epidemias surgem com maior facilidade

A falta de água suficiente para a realização do correto saneamento básico tem grande relação com o surto de doenças como, por exemplo, diarreia e hepatite. Isso porque, com a escassez de água, muitas pessoas acabam consumindo recursos de menor qualidade e/ou de fontes desconhecidas (como no caso de caminhões pipa), as quais nem sempre recebem o tratamento adequado.

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