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Como uma crise hídrica afeta os setores da energia e do agronegócio?

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O baixo índice de chuvas tem diminuído o nível dos reservatórios de água em todo o país, o que acendeu o alerta de risco para uma crise hídrica ainda mais grave do que a vivida há alguns anos, sendo a pior nos últimos 91 anos.

A primeira coisa que pensamos diante de uma crise hídrica é a respeito da disponibilidade de água para beber, manter a higiene e realizar as tarefas diárias em casa, nos assustando com o risco de racionamento. No entanto, o problema é bem mais grave do que essa análise superficial sugere.

A cadeia de negócios do país depende da água em todas as suas instâncias, mesmo que ela não seja, necessariamente, consumida, como é o caso do transporte hidroviário, por exemplo.

A falta de recursos hídricos significa, quase que imediatamente, uma conta de luz mais cara. Isso porquê com a queda do nível dos reservatórios, é reduzido o potencial de geração de energia nas hidrelétricas. Esse déficit, no entanto, não é acompanhado por uma redução simultânea do consumo, fazendo com que a diferença precise ser suprida por outros processos de geração de energia, como é o caso das termoelétricas, por exemplo, que demandam gastos muito maiores.

A escassez de chuvas também aumenta o preço dos alimentos, uma vez que a seca é responsável por uma queda na produtividade do agronegócio. Todos esses problemas têm potencial de afetar grande parte da população, uma vez que a escassez hídrica tem sido maior nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Goiás, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e Santa Catarina, estados populosos que correspondem a grande parte da população brasileira.

O importante diante desse cenário é preservar ainda mais os recursos hídricos, buscando minimizar os impactos que o período de seca terão sobre a população e a economia.